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Auto-violência


De todas as violências que padecemos, as que fazemos contra nós mesmos são as que mais nos fazem sofrer. Nessa crueldade, não se derrama sangue, somente se constroem cercas e cercas, que passam a nos sufocar e a nos afligir por dentro.
Em razão de nossa fragilidade interior e de nossos sentimentos de inferioridade, aparece o temor, que nos impede de expressar nossas mais íntimas convicções, dificultando-nos falar, pensar e agir com espontaneidade ou descontração.
A auto-crueldade é, sem dúvida, a mais dissimulada de todas as agressões.
Além de vir adornada de fictícias virtudes, recebe também aplausos e as considerações de muitas pessoas, mas, mesmo assim continua delimitando e esmagando brutalmente. Exemplo são as pessoas que buscam sempre ser admiradas e aceitas, contentando sempre a todos, em quaisquer circunstâncias.
Buscam contínuos elogios, colecionando reverências e sorrisos forçados, mas pagam um preço alto por isso: vivem distantes de si mesmas.
A CAUSA BÁSICA do "auto-tormento" consiste em algo muito simples: viver a própria vida nos termos estabelecidos pela aprovação alheia.
Para vivermos bem com nós mesmos, é preciso estabelecer padrões de auto-respeito, aprendendo a dizer "não sei", "não concordo", "não compreendo".
Quem busca consenso, crédito e popularidade não julga seus comportamentos por si mesmos, mas procura, ansiosamente, as palmas dos outros, oferecendo e justificando inúmeras razões para que as suas atitudes sejam totalmente consideradas.
Vivendo e seguindo nossos próprios passos, poderemos inicialmente encontrar dificuldades momentâneas, mas, com o tempo, seremos recompensados com um enorme bem-estar e uma integral segurança da alma.
A solução para a auto-crueldade será a nossa tomada de consciência de que temos a liberdade por "direito que vem da Natureza". Contudo, de que servirá nossa liberdade exterior, se não cultivarmos uma autonomia interior, porque quem está internamente entre grilhões e amarras jamais poderá pensar e agir livremente.

Autoria desconhecida

Não estamos violando nenhum direito autoral ao publicar esta reflexão, ao contrário, procuramos o(a) autor(a) para lhe dar os devidos créditos

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